domingo, 13 de novembro de 2011

Amigos e leitores

BAYMA disse...
Meu amigo LP (Luis Prego) não confundir com LP (Língua de Pau) da Rua do Norte. Mais vez meus parabéns por esse espaço que nos permite lembrar do nosso querido Codozinho e também dos amigos que por lá passaram. Chiquinho Baía (muito sacana) mandei um recado e ele nunca respondeu. Heleno Fournier, também... Prêto Cunha malandro como sempre...dando nó em em pingo d'água. Ah! falando em Prêto, vou dar-lhe umas porradas . Quando chequei prá morrar no Codozinho, ele não me conhecia,pois viajava muito. Fomos bater uma pelada na rua, eu mais ou menos bom de bola, dei-lhe uma porção de dribles, um deles por entre as pernas. Ele para aplaudir a bela jogada, deu-me um tremendo soco na orelha, que até hoje dói. Depois pediu-me desculpas e fomos ao cinema e ele, ainda, pagou minha entrada. Hoje somos grandes amigos. Essa é uma das muitas histórias do nosso querido bairro: CODOZINHO!!! Essa tu não sabias.
Seria interessante, como alguém sugeriu, uma "reunião" com todos esses amigos.
Um grande abraço
.B A Y M A...P.Dutra -MA;
15 de novembro de 2011 05:06
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Preto Cunha disse...
Por que tanto amor?
Só quem nasceu, se criou e viveu uma vida no Codozinho, é que pode saber PORQUE TANTO AMOR.
Eu, Cabeça, Bacabal, João Kim, Marinalva de Bibi, Maria Bacabal, depois veio a era Chico Bahia, vc que veio morar no Codozinho e viveu tudo isso que vc narrou, Feliz foi todo aquele ou aquela que viveu essa época de Ouro do Codozinho.
Quando sair do Codozinho para seguir a carreira Militar na Marinha de Guerra deixei o bloco os INTOCÁVEIS do qual eu e Zeca Pilú fomos os fundadores, quando comecei a voltar para os carnavais encontrei a Turma do Saco me apaixonei e passei a fazer parte de tudo isso que vc conta nas suas Hestórias ou Histórias.
Meu amigo Prego sei que ainda tens muito que falar do Codozinho, vamos nos reunir mais vezes para reviver os bons momentos do Codozinho para mostrarmos POR QUE TANTO AMOR.
Um grande abraço do Preto Cunha

10 de outubro de 2011
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João Rabelo Neto disse...
JOAO FILHO DE MESSIAS PERUZA.
Porque tanto amor. lembrar de meus avós, Serrote, Seu Antônio Barbeiro, Seu Antônio da Oficina, Dona Zezé, Seu Walter, Pai Honorato, Joana Palitó, meu grande maestro Zé Pito e que por ironia do destino não foi meu pai, Dona Erminia a família Bacabal, Seu Almir e família, Dona Mocinha, Dona Doli, minha madrinha Marinalva, e sua família, Maria Bacabal e seus demais irmãos, familia Fournier com Heleno e seus irmãos. São tantas as lembranças que tem este cantinho de recordação... SOU CODÓ DE CIMA E MUITO ME ORGULHO DE LÁ TER NASCIDO.

12 de outubro de 2011
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Baía disse...
Quem viveu no Codozinho como nós, que vivemos e vivenciamos todos os momentos fantásticos, é que podemos dizer: POR TANTO AMOR. E por falar em seresta meu caro, vc nem estava ainda conosco, nos visitávamos ruas tantas, nas ruas nuas, a cantar nossos amores que nos recebiam com flores e as vezes com farofa gostosa, pra abastecer nossas canções famintas de amar tanto. Eu, Costa, Willian Kleper, César, Benedito, Deco e outros. Me lembro de uma passagem super hilária. Tínhamos saído da radio educadora, onde fazíamos, ou melhor ajudávamos, com leitura de nossas poesias, e partimos em direção ao Hospital Geral (prox). Lá eu tinha uma namorada, e qdo. já estávamos prontinhos pra cantar, surgiu uma camionete rural, cheia de policiais. Aquele alvoroço. Os caras nos colocaram de rosto pra parede, mandou que abríssemos as pernas, e tome perguntas: cadê a maconha? Willlian, branco e vermelho de nascença, era o mais visado, depois de uma minuciosa, vistoria, o delegado nos pediu desculpas, nos solicitou o violão que por sua vez estava calado, senão entrava também no braço, e cantou GRANADA!!!!! É MOLE? O cara
tinha uma boa voz!!!!!! Nos arremates finais, eu, perdi a namorada, e ganhei um inimigo, o pai dela. Mas, entre mortos e vivos todos saíram ilesos. Vou mandar outra pra ti meu caro Preguinho.

24 de outubro de 2011 12:43
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Baía disse...
Meu caro Luiz, (Prego) estou te mandando uma poesia dos tempos que me abrigava, no nosso Codozinho amado; Fiz pra uma jovem que também morava lá, exatamente, onde morou Gordo, te lembra? O nome dela era Joaquina, que Deus já chamou pra si.

PENA

De nos dois,
eu sinto que sou mais feliz,
e não minto, morro só, mais faço,
enquanto tu, morres mais do que
eu, de braço em braço.
Quis te odiar não pude,
quis te amar mais, evitei,
então bendisse aos céus por
me ter sido rude,
e pelos momentos que eu
mais te amei.
Sei que para o porvir,
a verdade me virá santa e crua,
como sei também que minh'alma
será sempre tua.
Francisco Baía (Chico Baía)

25 de outubro de 2011 06:02
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Preto Cunha disse...

Grande Chiquinho Baia
Vc sempre teve e tem a alma de poeta./Um grande abraço de Preto Kunha.

28 de outubro de 2011 05:29
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Silva disse...
Fiko feliz pq estamos juntos mesmo que seja pela net. Precisamos nos reunir pra planejarmos alguma coisa com a cara nossa. Vamos entrar em contato com os outros e ver uma data boa pra essa reunião. Vamos molhar com um pingo d'água o incêndio da floresta, cada um fazendo sua parte, essa reunião vai acontecer. Abraços fraternais.

10 de novembro de 2011 06:26
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Longevidade saudável e prazo de validade

Preto Cunha disse...
Há de se convir, que todas essas doenças descobertas agora e as que estão por a ser descobertas. Já existiam, só que há 50 anos atrás dizia-se. Fulano morreu!, Morreu de ?, morreu de mal.
Doenças que não se sabia os nomes, mas já existiam, hoje elas têm nomes.
Imagine a felicidade de um Vascaino amanhecer com um coração RUBRO NEGRO...
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Uma noite de carinhos, afagos, amor e respeito

Baía disse...
Na verdade, eu ñ sabia de tudo isso, gostaria muito de estar pressente, até porque tenho muita admiração pelos Cavalcante, já sorrimos muito e curtimos muito. De qualquer forma a família unida, merece os nossos mais fraternos parabéns.

24 de outubro de 2011 12:29
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Anônimo disse...
Preto Kunha
Parabéns aos Cavalcante, as palavras de Luis Prego já disseram tudo. Faço das palavras dele as minhas.
Parabéns
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Ai de mim se não tivesse errado

Silva disse...
Em se tratando de erros, como ficariam os acertos? Se ganha também errando, não se pode evidentemente, é permanecer nos erros. Trabalhamos nossos erros para evitar que os nossos tesouros, filhos, errem tanto quanto.

9 de novembro de 2011 04:04
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sábado, 5 de novembro de 2011

Ai de mim, se eu não tivesse errado

Costumo dizer aos meus filhos, que eu aprendi algumas coisas da vida da mais cruel forma possível. Conhecendo o gelo pela sua frieza e o fogo pela queimadura consequente do contato experimental. Evidente que nas entre linhas do que falo tem toda uma história de vida que não cabe aqui.

É óbvio que nesse diálogo eu me coloco, na condição de pai, como um fator de otimização da educação e do aprendizado que deriva da relação que vivemos em família. Concomitantemente, eu lhes deixo claro que não precisarão apanhar tanto da vida como eu, à proporção que eu não me canso de falar das minhas experiências, com as quais eles poderão aprender com os meus erros e os acertos. Claro que eu desejo que eles expurguem erros que eu cometi das suas vivências, evitando-os.

Faço questão de deixar claro também, que nunca deixei de errar pela preguiça ou pelo medo de fazer. Sempre fui afeito a ação. Agir é necessário. Ter energia proativa é mais que necessário. De nada vale a visão crítica sem o agir. Sem a tentativa de modificar os eventos pelo âmago. A coragem tem preço, a preguiça tem custo.

Em se tratando da ação, eu nunca deixei de pedir licença para entrar, mas nunca deixei de entrar a espera da resposta dos meus interlocutores. Foi assim que não raras vezes eles diziam, não por esta é por aquela porta, então eu aprendia qual era a porta certa; outras vezes, quando eles me diziam qual a porta certa ou errada de nada adiantava mais, eu já estava dentro.

Inúmeras vezes, vi nos olhos de alguns interlocutores o brilho pela alegria que sentiam ao me corrigir. Ficavam tão ensimesmados na incontida alegria do apontamento dos meus erros, que nem observam em mim a alegria pela vitória de conseguir aprender com a repreensão, quando tudo poderia se dar pelo ensinamento, mas nem sempre os meus princípios coincidem com os dos meus interlocutores, disto eu estou certo.

Para mim, o importante é aprender, seja qual for a forma, eu sempre agradeço, mesmo percebendo o orgulho ou a categórica arrogância do meu interlocutor eu sempre o digo: muito obrigado, ou muitíssimo obrigado. Quando faço isto sinto que nos completamos simultaneamente, ele pela satisfação de repreender, eu pela satisfação que tenho em aprender.

Não escapa a minha atenção que é sempre a iniciativa da ação que desperta o senso repreensor-capacitador de certos interlocutores. Inúmeras vezes, sarcástico, todavia, ainda assim, capacitador.

Lembro-me do dia em que a gerente me atribuiu a tarefa de fazer avaliação de riscos-clientes, na instituição financeira em que trabalho, sabendo ela que eu nunca havia feito aquele trabalho. Não recusei a tarefa sob o pretexto de não saber fazer ou de não ter sido capacitado para aquilo. Era uma tarefa fácil, eu a sabia fazer, entretanto não dominava os pormenores do aplicativo (software) que eu teria que utilizar. Iniciei a missão fazendo um quadro contábil resumido do patrimônio do cliente. Depois eu comandava o prosseguimento da tarefa e o aplicativo não seguia adiante. Fiquei assim seguidas horas, quando um amigo passou próximo a minha carteira e, percebendo o meu insucesso, perguntou-me se eu já havia feito aquela tarefa alguma vez, respondi que não; então ele perguntou-me se alguém havia me ensinado a fazê-la, outra vez acenei negativamente. Por fim, interrogou sobre qual pessoa havia designado aquela missão para mim, eu o informei e ele se desmanchou em risos e, de pronto, ensinou-me o procedimento que eu teria que fazer para seguir adiante e concluir a minha tarefa. Pronto, aprendi a fazer riscos, a única coisa que eu não sabia era que para dar prosseguimento àquela ação eu teria que sair da tela do quadro contábil. Nada técnico, apenas um comando meramente mecânico. Interessa aqui ressaltar este tipo de colega, proativo, simpático e sempre disposto a compartilhar saberes com os demais. Diria que este é do tipo aprendiz-capacitador, porque ensina e aprende continuamente.

Nunca esqueci, quando do meu primeiro dia de trabalho num emprego em que arranjei quando recém-formado. Um colega de trabalho ao me cumprimentar com imensa simpatia disponibilizou-se para me ensinar coisas da rotina. Também não perdeu tempo em me descrever as (más) qualidades de tantos outros/as colegas. No curso da nossa convivência, esse colega continuou simpático, contudo, só os demais se dignaram a ensinar-me alguma coisa. Ele sempre estava ocupadíssimo. Assim, eu segui aprendendo, também, com ele. Um tipo do qual eu jamais esqueci – nunca te ensina com medo da concorrência, nunca te enxerga como alguém que chega para somar, mas apenas como mais um para dividir. Contudo, jamais deixei de ensiná-lo quando para isso fui por ele acionado.

Mais recentemente, deparei-me com o tipo repreensor-incomodado, este tipo é capaz de te ver errando anos a fio sem, contudo, se importar com o que fazes, embora, de longe perceba o erro, pela periculosidade e anos e anos de acúmulo na função. Até o dia em que ele percebe que você está se saindo bem em alguma coisa ou está atendendo alguém, que ele reputa como importante. Nesse momento, bate o incômodo, aí ele passa por ti como quem nada quer e aproveita para te repreender diante do cliente, mostrando a forma certa de fazer determinado procedimento. Nunca perdi as estribeiras com esse tipo, o agradeço prontamente e prossigo em meu afazer como se nada tivesse observado na sua benfazeja atitude.

Deste modo, sigo em meu contínuo aprendizado, como um aprendiz da vida. Aliás, esta é uma característica marcante da minha personalidade – a capacidade de aprender em qualquer momento, com qualquer pessoa, letrada ou analfabeta, educada ou deselegante, humilde ou arrogante, áspera ou polida, não importa, eu sempre aprendo algo na minha relação com outras pessoas. Quando isto deixar de acontecer, será um marcante indício de que estará na hora de pensar na aposentadoria, vestir o pijama, ou pendurar as chuteiras, como falariam os chegados ao futebol.

Enquanto isso, eu sigo agindo, certo de que a ação é a força motriz do aprendizado constante e, creia, quem se propõe ao aprendizado contínuo não teme o envelhecimento, nem tampouco as mudanças do porvir. O saber nos permite o entendimento de cada fase da vida e esse entendimento nos empresta a plasticidade necessária à adaptação às mudanças de tempo. Sem temer erros, eu vivo certo de que nesta vida tenho aprendido muito com os meus, observando, contudo, que repeti-los não é de bom alvitre. Pelo que aprendi arrisco-me a dizer: ai de mim, se não tivesse cometido alguns erros, apesar dos (quase) imperdoáveis.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Uma noite de carinhos, afagos, amor e respeito

Assim foi a festa em comemoração aos 90 anos do seu Chico Cavalcante, no dia 11 de outubro. Uma demonstração de respeito, amor, carinho, afagos e tudo mais de bom que bons filhos possam demonstrar a seus pais.
Se seu Chico pelo que se dedicou aos filhos fez por merecer, os filhos não deixaram barato, retribuíram-lhe os carinhos “com juros, correção monetária e ainda colocaram ágio”. Francisco Cavalcante sempre foi um pai dedicadíssimo à sua prole, sou testemunha disso. Durante o tempo em que morei no bairro do Codozinho, tornei-me amigo da família e o via sair de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Católico praticante, frequentava a Igreja de São Roque, no bairro do Lira, com assiduidade, chegando mesmo à condição de ministro eucarístico.
Francisco Cavalcante é um excelente pai e isto pode ser constatado pela qualidade da sua prole. O saudoso Assis, Antônio, Nonato, Maria dos Anjos, Neusinha, Zequinha, Aristóteles, Célia, Márcio e Fábio são pessoas de excelente educação, bons costumes, honradas, de ilibada reputação.
Neusinha e Nonato foram os responsáveis pelo mais alto ponto da festa. Escreveram a História dos Cavalcante desde os primórdios da vida simples e humilde dos seus avós paternos. Neusinha narrou com exímia competência os momentos importantes da vida do pai e seus tios, desde a vida humilde no interior do Piauí, onde todos compunham uma orquestra familiar, à vinda para o Estado do Maranhão, onde trabalharam duro para garantir a sobrevivência com dignidade.
Neusinha mostrou o seu lado comunicativo de forma segura e competente. Emocionou-se quando leu os escritos que o irmão saudoso Francisco de Assis dedicou ao pai antes de fazer a sua passagem, mas isso é o mínimo que uma pessoa sensível como ela poderia externar num momento como aquele. Foi brilhante. Parabéns Neusinha, com esses dotes de comunicadora, se um dia você desistir da medicina (o que não é provável em hipótese alguma) a comunicação falada, escrita e televisada poderá ganhar uma excelente profissional.
Os filhos de Francisco Cavalcante lhe homenagearam com uma festa linda e empolgante. Francisco Cavalcante, de cima dos seus 90 anos, os retribuiu na mesma proporção. Mesmo acometido de uma dengue comportou-se como um gentleman, honrou cada fração de segundo da festa. No final empolgou-se, tirou uma neta para dançar e deu um show à parte. Só uma pessoa da magnitude do seu Chico poderia ter um comportamento como esse.
Elegantemente vestido, participou do ato litúrgico, ouviu sambas canção cantados com acompanhamento de violão cavaquinho e pandeiro, como ele gosta. Um mimo que os filhos lhe proporcionaram. Dedicou boa parte da festa a fotografias com filhos, parentes, amigos e convidados. Em nenhum momento demonstrou sinais de cansaço, ou de doente, mesmo estando. Dona Cantídia, como boa esposa, esteve sempre ao lado dele, dedicando-lhe cuidados, como cabe a uma dama de boa estirpe, sempre muito discreta, mas de marcante presença.
Fiquei muito honrado por participar com a minha mulher, Sílvia, da festa do seu Chico, que para além do que já falei, me propiciou a alegria de encontrar com velhos amigos como Rogério Guayanaes e esposa, Maria Aparecida e Jesus Costa, minha cunhada Socorro Costa acompanhada da filha Suzana; Rosário Costa e a filha Marília, Loide Beleza e sua irmã, Marquinhos (da Praça da Saudade) e esposa, Fátima e Gracinha Cavalcante (sobrinhas do aniversariante), Nonato (de seu Dioclécio) e esposa, e tantas outras pessoas amigas que há muito eu não as encontrava
Francisco, esposa e filhos estão de parabéns. Que Deus, o Grande Arquiteto do Universo, os ilumine e os mantenham coesos, formando essa família brilhante e amiga, proporcionando momentos lindos de celebração e compartilhando-os com os seus entes queridos.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Longevidade saudável e prazo de validade

Justamente agora, quando a longevidade saudável se impõe como disciplina da medicina, da maior importância, me ocorre pensar nessa questão de reposição em humanos daquilo que se esvaiu com o tempo, ou melhor, com o uso, às vezes, abuso, no tempo.
A medicina, com o seu olhar clínico, vislumbrou, de forma categórica, que algumas doenças que nos ocorrem após a quarta ou quinta década de existência, derivam não das causas que aparentam, mas das perdas de determinadas substâncias, que na maioria das vezes a própria medicina sequer as percebe. Refiro-me as perdas hormonais, por exemplo.
As observações mais recentes, ao detectarem e correlacionarem o aparecimento de algumas doenças a escassez dessas substâncias, cuidou, efetivamente, de criar exames apropriados à verificação da quantidade e da qualidade dessas substâncias no organismo humano. Dizem os médicos, que não se trata da descoberta do elixir da longa vida, entretanto, abre-se, com essa nova janela da medicina, a possibilidade de as pessoas envelhecerem de modo saudável, o que significaria viver prazerosamente, sem se abster do gozo da vida.
Concomitante à disciplina longevidade saudável, a medicina avança à velocidade da luz e com inegável competência na prática de transplante de órgãos. Tamanha é a velocidade dos avanços nessa área que a nanotecnologia se dedica, num esforço sobre-humano no afã da criação e da multiplicação de tecidos primários (diga-se com ênfase que esse termo aqui empregado não tem qualquer pretensão conceitual), que possam substituir tecidos, digamos assim, obsoletos em órgãos vitais com avarias ou deteriorações irreparáveis pelos métodos mais tradicionais.
Por vias das evidências convergentes, podemos perceber que a medicina ao cuidar da máquina humana, segue ou persegue, mantida as devidas distinções, a mesma trilha da mecânica das máquinas. Com muitos êxitos, até aqui irrefutáveis. Também, por essa mesma perspectiva evidenciamos que a máquina humana e suas respectivas peças orgânicas possuem tempo de validade variável de pessoa para pessoa, de peça/órgão para órgão, de acordo com o uso ou abuso que cada pessoa imprime a si.
Detenho-me a imaginar a nanotecnologia voltada à medicina com os seus objetivos totalmente alcançados, o que resultaria no alcance das possibilidades da substituição de tecidos obsoletos por aqueles provenientes da multiplicação exitosa de tecidos humanos, ou dos ditos sintéticos. Órgãos humanos deteriorados sendo substituídos por outros criados em laboratórios e, ainda, por aqueles resultantes das doações.
Restaria-nos, a partir de então, saber, de acordo com as convenções da medicina, quais seriam os órgãos ou tecidos originais: os derivados dos seres humanos, ou os criados em laboratório? Uma questão a ser definida em um futuro próximo. Da mesma maneira, pensando na forma intimidosa que o brasileiro costuma tratar tudo que se torna corriqueiro, imaginemos dois transplantados conversando. Um perguntando ao outro: - Sabia que eu troquei de coração?
O outro responde: - É verdade? Quando? Colocou um peba (pirata) ou um original?
- Olha o meu é seminovo, do bom e tem garantia de longevidade dada pelo médico.
- Ah, tá certo. Eu também troquei, ou melhor, fui forçado a trocar o meu. Tava dando muito problema e eu soube que os da marca HEART, norte-americana, são de ótima qualidade, por isso eu a preferi. Custa um pouco mais caro, mas é de marca garantida.
Isto mesmo, no mercado os órgãos de marca, os originais e os pebas. Porque se não for assim também não será no Brasil. Dá arrepios pensar num médico brasileiro flamenguista, momentos pré operação, conversando com o seu cliente vascaíno. – Fique tranqüilo, que você vai acordar com um coração rubro-negro no peito... E o paciente responde, - Dr. Você não tá doido fazer uma sandice desta comigo seu fdp.
Brincadeira? Não amigo leitor, é Brasil. Imagine o médico nordestino, de sotaque carregado, consultando um cliente propenso a trocar o rim. – Macho, te acalma que isso é a coisa mais simples hoje. Tu deita aí, eu chamo o anestesista que acunha a anestesia na tua costa e eu num instantin te decepo esse rim velho e te coloco o novin da silva.
Enfim, são os progressos da medicina. Enquanto ela, a medicina, evolui nada nos custa imaginá-la brasileiríssima em seus triunfos. Afinal, pensar não custa nada.

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