segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amigos e leitores

Vejam esta linda poesia com a qual o nosso amigo Chiquinho Baía veio nos brindar. Muito obrigado, Chiquinho!

Por silva em Codozinho: o lugar e as suas personagens em 09/08/11

Te mando um poeminha:


De nós dois,
Eu sinto que sou mais feliz,
E não minto, morro só mais faço enquanto tu,
Morres mais do que eu de braço em braço.
Quis te amar, não pude,
Quis te odiar evitei,
Então bendisse aos céus,
Por me ter sido rude,
E pelos momentos que mais te amei
Sei que para o porvir,
A verdade me virá santa e crua,
Como sei também que minha alma será sempre tua

Luiz, já te mandei algumas informações sobre o Mojore, poesias minhas, mas não sei se recebeste. Me manda confirmação através do meu e-mail, que tb já te mandei, vou mandar de novo: franciscobaia8@gmail.com, quero colaborar com tua página está ótima. Abraços, Baia.
Por silva em Codozinho: o lugar e as suas personagens em 22/06/11

Caro poeta Francisco Baía, desculpe-me, mas, este texto não se trata de um poeminha, mas é uma poesia, poesia da boa e, eu fico muito honrado em publicá-la no meu blog. Agora você me lembrou o calouro que se apresentou em um programa e o apresentador o perguntou: - o que você vai cantar? Ele respondeu – “Um sambinha do Ari Barroso”. Então, o apresentador disse que ele estava desclassificado porque Ari Barroso não tinha sambinha. Assim também eu te digo, Francisco Baía não assina poeminha, só poesia de boa qualidade! Um grande abraço, poeta!

Obrigado por comentar.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Amigos e leitores

Eu, como uma geração mais nova do "Codozinho" fico muito feliz em conhecer boas histórias vividas aqui, seja sempre muito bem vindo. Obrigada!
Por marilia em Crônicas sobre o Codozinho em 20/02/11
Querida Marília (bem poderia chamar-te de sobrinha), eu também fico muitíssimo feliz em tê-la como leitora da Página do LF. Saiba que cada vez que um/a codozinhense lê o blog e comenta um artigo, uma crônica, eu lembro de mais hestórias. Quando li o seu comentário lembrei-me do jogo de baralho na minha casa, onde a dona Inês, tua avó, e dona Joana Palitó, a minha mãe, eram as parceiras mais ilárias e barraqueiras que se pode imaginar. Um abração extensivo ao Nazareno e Rosário (papai e mamãe).
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Achei muito memoráveis, algumas dessas lembranças, não lembrava mais, amei primo... vale ainda lembrar, que um dos fundadores da Turma do Quinto juntamente com Graco foi Nataniel Barata, primo de papai, hj há descendentes na Madre Deus...bjs
Por SANDRA em O Codozinho e o Mojore em 24/02/11
Querida prima Sandra Mayla, é com muito prazer que eu recebo você na Página do LF. Gostei da ajuda-memória. Bem lembrado, o nosso saudoso Nataniel Barata, que a minha mãe o lembrava muito. Ele foi o presidente da Turma do Quinto nos tempos áureos dessa Escola de Samba. Ele foi um dos principais fundadores, junto com os meus tios Lousa (Inocêncio Linhares, cuiqueiro, que batizou a escola de Turma do Quinto) e Careca (Joaquim Paz de Linhares, que era compositor). De fato, essas figuras são lendárias. Beijos, prima!
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Compadre, eu sempre achei que sabia tudo sobre o nosso querido Codozinho. Quanto engano, confesso que eu não sei quase nada, mas agora eu corro pro abraço...está sendo muito bom ler os seus artigos, verdadeira aula de história.
Por Laurindo Teixeira em De Rosário a São Luís em 28/02/11

Meu compadre/irmão Laurindo, quero somente escrever sobre um momento muito importante das nossas vidas. Não tenho qualquer pretensão além desta - escrever. Naquele tempo, tivemos uma convivência pra lá de boa, apesar da brigas, dos conflitos, do divisor de águas no plano das ideias daqueles que faziam a Turma do Saco. Tenho plena certeza que você lembra muitas coisas que podem dar mais vida à Página do LF. Continue lendo e comentando. Isto nos dá mais gás. Um beijo, meu irmão.
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Primo, não lembro, mas gostei da lembrança, quanto as festas realmente acontecia dessa maneira, rsrsrsrs. bjs Sandra. continue escrevendo.
Por Anônimo em De Rosário a São Luís em 01/03/11.
Te dou razão, Sandra, de lá pra cá são décadas, muitas histórias já rolaram e nós vamos esquecendo mesmo. Por isso que tudo, ou quase tudo que aqui escrevo eu chamo de hestória (porque a um só tempo é história e estória), porque é tudo informação primária, coisas que eu lembro, que as pessoas contavam, mas, principalmente, coisas contadas do meu ponto de vista. Tenho certeza que, provavelmente, no próximo carnaval, quando nos encontrarmos, cada um terá contribuições importantes, acrescentando coisas que não me ocorrem no momento. Abração!
Obrigado por comentar.

domingo, 28 de agosto de 2011

Amigos e leitores

Muitos amigos e leitores têm lido os artigos deste blog. Agora vamos dar vazão aos comentários de amigos que leem A Página do LF, especialmente, aos que estão lendo e comentando os artigos sobre o Codozinho e a Turma do Saco, que estamos publicando. Vejam:

Querido, estou adorando seus artigos, fale de Lambari e a turma dele não esqueça de falar também de Osmazinho, quando amedrontava na escuridão as moças do Codozinho. Bjus! (Mocinha Vilela)

Minha irmã Mocinha, quanta saudade! Obrigado pela preciosa atenção. Escrever sobre o Codozinho, foi uma sugestão da nossa amiga Socorrão, que leu o nosso blog, quando eu estava fazendo uma série de artigos sobre Rosário, a minha terra. De pronto, Socorro, sacou e atirou: - Preguinho, tem que falar sobre o Codozinho. Portanto, Socorrão é a grande culpada desse nosso re-encontro com a Turma do Saco e o Codozinho da nossa época.
Mocinha, Lambari ou Lambada, como costumávamos chamá-lo, me lembra uma música de Wilson Batista e Afonso Teixeira, que eu conheci na voz do Paulinho da Viola, chamada Chico Brito. Lambari estudou no Colégio Silva Martins, onde concluiu o ensino médio. Ali ele jogou basquete, disputou os Jogos Estudantis Maranhenses, fez sucesso, era idolatrado dentro do colégio, era um líder. Veja a letra:

Lá vem o Chico Brito
Descendo o morro
Nas mãos do Peçanha
É mais um processo, é mais uma façanha
Chico Brito fez do baralho seu maior esporte
É valente no morro, dizem que fuma uma erva do Norte
Quando menino teve na escola, era aplicado, tinha religião
Quando jogava bola, era escolhido para capitão
Mas a vida tem os seus revezes,
Diz Chico sempre defendendo teses,
Se o homem nasceu bom e bom não se conservou
A culpa é da sociedade que os transformou.

Eu também fiz uma música inspirado nos meninos do beco. Sentia-me impelido a falar, de alguma forma, do vício que nos separava dos nossos amigos do Codozinho de Baixo. Antes deles se envolverem com o vício jogávamos bola juntos, andávamos juntos em alguns eventos, era salutar a companhia deles. Depois que se envolviam com o uso e/ou o tráfico de drogas o distanciamento era inevitável. Sentia-me impotente por não poder fazer muita coisa. Entristecia-me ver garotos que tiveram bem mais que eu, mas não souberam aproveitar os recursos que seus pais ou avós disponibilizaram para educá-los. Infrutíferos esforços. A música foi a forma que eu encontrei para expressar tudo isso. Lembra Mocinha?
Meninos do Beco
De repente pinta
Na rua uma moçada
Com calças desbotadas
Chamando a vida curtição
Rapazes desvairados, mas que pensam viver
A vida, a juventude, em toda plenitude
Por terem mil porquês?
E passam pelo fluxo, refluxo
No vai-e-vem da vida
Sem ter braço ou guarida de alguém
Que lhes ajudem a distinguir o bem do mal
E de repente pinta no meio a Canabis sativa
Que muito lhes induzem a cometer o mal
E o ventre que gera, rechaça, reprime, os ignora
E todo mundo agora sabe
Que nasceram novos marginais
E são todos alheios, espelhos, retratos da sociedade
Que só por ser selvagem recusa o seu retrato
Por mais um crime capital

Mocinha Vilela, obrigado por comentar!

Amigos e leitores

Muitos amigos e leitores têm lido os artigos deste blog. Agora vamos dar vazão aos comentários de amigos que lêem A Página do LF, especialmente, aos que estão lendo e comentando os artigos sobre o Codozinho e a Turma do Saco, que estamos publicando. Vejam:

Querido, estou adorando seus artigos, fale de Lambari e a turma dele não esqueça de falar também de Osmazinho, quando amedrontava na escuridão as moças do Codozinho. Bjus! (Mocinha Vilela)

Minha irmã Mocinha, quanta saudade! Obrigado pela preciosa atenção. Escrever sobre o Codozinho, foi uma sugestão da nossa amiga Socorrão, que leu o nosso blog, quando eu estava fazendo uma série de artigos sobre Rosário, a minha terra. De pronto, Socorro, sacou e atirou: - Preguinho, tem que falar sobre o Codozinho. Portanto, Socorrão é a grande culpada desse nosso re-encontro com a Turma do Saco e o Codozinho da nossa época.
Mocinha, Lambari ou Lambada, como costumávamos chamá-lo, me lembra uma música de Wilson Batista e Afonso Teixeira, que eu conheci na voz do Paulinho da Viola, chamada Chico Brito. Lambari estudou no Colégio Silva Martins, onde concluiu o ensino médio. Ali ele jogou basquete, disputou os Jogos Estudantis Maranhenses, fez sucesso, era idolatrado dentro do colégio, era um líder. Veja a letra:

Lá vem o Chico Brito
Descendo o morro
Nas mãos do Peçanha
É mais um processo, é mais uma façanha
Chico Brito fez do baralho seu maior esporte
É valente no morro, dizem que fuma uma erva do Norte
Quando menino teve na escola, era aplicado, tinha religião
Quando jogava bola, era escolhido para capitão
Mas a vida tem os seus revezes,
Diz Chico sempre defendendo teses,
Se o homem nasceu bom e bom não se conservou
A culpa é da sociedade que os transformou.

Eu também fiz uma música inspirado nos meninos do beco. Sentia-me impelido a falar, de alguma forma, do vício que nos separava dos nossos amigos do Codozinho de Baixo. Antes deles se envolverem com o vício jogávamos bola juntos, andávamos juntos em alguns eventos, era salutar a companhia deles. Depois que se envolviam com o uso e/ou o tráfico de drogas o distanciamento era inevitável. Sentia-me impotente por não poder fazer muita coisa. Entristecia-me ver garotos que tiveram bem mais que eu, mas não souberam aproveitar os recursos que seus pais ou avós disponibilizaram para educá-los. Infrutíferos esforços. A música foi a forma que eu encontrei para expressar tudo isso. Lembra Mocinha?

Meninos do Beco

De repente pinta
Na rua uma moçada
Com calças desbotadas
Chamando a vida curtição
Rapazes desvairados, mas que pensam viver
A vida, a juventude, em toda plenitude
Por terem mil porquês?
E passam pelo fluxo, refluxo
No vai-e-vem da vida
Sem ter braço ou guarida de alguém
Que lhes ajudem a distinguir o bem do mal
E de repente pinta no meio a Canabis sativa
Que muito lhes induzem a cometer o mal
E o ventre que gera, rechaça, reprime, os ignora
E todo mundo agora sabe
Que nasceram novos marginais
E são todos alheios, espelhos, retratos da sociedade
Que só por ser selvagem recusa o seu retrato
Por mais um crime capital


Mocinha Vilela, obrigado por comentar!