Desejo dos meus versos que sejas tu a rima
Sorridente, orgulhosa, pura alta autoestima
a me florir jardins de plantas tão minguadas
como eu próprio era até te conhecer
E quero ver-te alegre desde todo o sempre
para eu envolto em júbilo assim te contemplar
como uma deusa rica de simplicidade
terás em mim um ser atento ao teu mandar
Como uma flor aceita a abelha que a procura
Eu vou por entre pedras à luz do meu desejo,
No afã de encontrar por entre tuas pétalas,
O pólen que em minha boca te derrama em néctar
Buganvilles, margaridas e musendras róseas,
Todo ano, perfumam uma vida inteira,
De todas és tu que guarda o cheiro mais gostoso,
Porque nasceste ímpar, única e derradeira
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Migalhas
Essência de pureza
Mar de delicadeza
Bálsamo que me perfuma a vida
Incenso que me purifica
Quero-te em minha vida
Como o ar que eu respiro
Sol que me queima a pele
Arde em meu ser carente
Quero-te como um indigente
A ansiar por tuas migalhas
Um toque, um olhar, um afago
Que tão pouco lhe pareça
Pra mim, já me abre o dia
Inala os meus pulmões
Dá-me força e energia
Por que não dizer tesão
Isto que em mim irradia
É amor, ou é paixão...
Mar de delicadeza
Bálsamo que me perfuma a vida
Incenso que me purifica
Quero-te em minha vida
Como o ar que eu respiro
Sol que me queima a pele
Arde em meu ser carente
Quero-te como um indigente
A ansiar por tuas migalhas
Um toque, um olhar, um afago
Que tão pouco lhe pareça
Pra mim, já me abre o dia
Inala os meus pulmões
Dá-me força e energia
Por que não dizer tesão
Isto que em mim irradia
É amor, ou é paixão...
domingo, 5 de dezembro de 2010
Rio de Janeiro, antes tarde do que nunca
Valho-me deste conhecido e antigo dito popular para me referir à ação do Estado ao assumir, pela força, as favelas do Rio de Janeiro. Que não se trate somente da tomada do poder das mãos do crime organizado por narcotraficantes; que este ato, declaradamente apoiado pelo povo do Rio de Janeiro, signifique a definitiva assunção, pelo Estado, da população humilde e lutadora que vive nestes aglomerados urbanos onde a ausência do Estado é um fato histórico.
Quebra-se também, neste momento, um mito, de que os narcotraficantes são, de fato, os principais amigos, o pai e a mãe do povo da favela. Balela! O povo do Rio de Janeiro é um povo pacífico, alegre, divertido, ordeiro, trabalhador, mas, está longe da passividade que alguns observadores apressados diagnosticavam. O povo do Rio de Janeiro, sabiamente, escolheu o seu lado – lado do bem. Tem demonstrado isso, seja por meio do Disque denúncia, seja pela exposição das “bandeiras” brancas nas portas, janelas, ou em manifestações organizadas. Os gestos que reivindicam paz estão disseminados por todos os cantos, de todas as formas: faixas, cartazes, mulheres grávidas com as barrigas pintadas – PAZ!
Indubitavelmente, é mais do que um apoio às forças armadas para que retirem o povo do jugo do poder dos narcotraficantes instalados nas favelas há muitos anos, ocupando, com a violência e o crime, espaços públicos negligenciados pelo Estado. Toda esta manifestação popular expressa a vontade de uma parte da população que há muito deseja ser incluída no planejamento do Estado do Rio de Janeiro e do Estado brasileiro.
Que fique claro, a ação das forças armadas do Rio de Janeiro é de alto relevo, de inquestionável importância, necessária e, até aqui, imprescindível. Entretanto, esta é apenas uma parte da ação, que se não for levada à última instância, todo o esforço e recursos despendidos, prejuízo causado a muitos cidadãos e as vidas ceifadas até aqui serão em vão.
Não basta retirar a bandidagem das favelas, é dever do Estado ocupá-las definitivamente. A segurança é um item dentre as demais ações de política pública que devem ser levadas à população das favelas. Esta é uma ação que tem que ser levada às últimas consequências, sobretudo, porque se trata de uma ação emblemática o seu resultado, sem sombras de dúvida, terá repercussão nos demais estados brasileiros, uma vez que, em todos, a violência e a ação do narcotráfico grassam.
Não nos causa estranheza o apoio incondicional do presidente da república ao governador Sérgio Cabral. Ele, o presidente Lula, sabe da importância para o país, que o Rio de Janeiro resolva o problema da violência. Repito, trata-se de um caso emblemático cujo resultado deverá repercutir sobre os demais estados. Por isso, é necessário que as autoridades competentes ajam com determinação e competência.
Definitivamente, a ação que se desenvolve agora no Rio de Janeiro é da conta de todo cidadão brasileiro. Por isso, deve ser assumida pelo estado, pelo empresariado e demais setores da sociedade civil. Chega de indiferença. Basta da falta de atitude, tipo “tô nem aí”. A violência que se instalou no Rio de Janeiro é parte dos nossos problemas, ou assumimos isto, ou estaremos fadados a ser atingidos novamente de ricochete pela desgraça atirada sobre as camadas populares instaladas nas favelas do Rio, nas palafitas, nos guetos em quaisquer partes deste país.
Então, que logrem êxito as forças armadas no Rio de Janeiro, que sejam instaladas as unidades de polícia pacificadora e, com elas, os serviços públicos necessários: postos de saúde, hospitais, saneamento básico, espaços culturais, praças, cinemas, teatros, centros de formação profissional, escolas, faculdades, urbanização planejada, entre outros serviços que façam as pessoas sentir orgulho de pertencerem ou residirem nesses lugares.
Que no futuro, sejamos poupados de assistir cena como aquela em que um bando de jovens ignorantes, inocentes úteis ao crime organizado, corram desesperadamente, sem rumo, ou ao encontro da própria morte. É necessário que nessa caminhada Estado e sociedade criem alternativas para que as pessoas se sintam assistidas e os jovens possam ter outras escolhas além da subserviência ao crime organizado como “mulas”, “aviões”, ou outras designações que possam ter os inocentes úteis que se submetem à criminalidade.Urge que esses espaços sejam transformados em centros de oportunidade, especialmente para os jovens, assim eles jamais serão presa fácil do crime organizado pelo narcotráfico. Que fique claro, esta ocasião é mais que oportuna – é única.
Obrigado por comentar.
Quebra-se também, neste momento, um mito, de que os narcotraficantes são, de fato, os principais amigos, o pai e a mãe do povo da favela. Balela! O povo do Rio de Janeiro é um povo pacífico, alegre, divertido, ordeiro, trabalhador, mas, está longe da passividade que alguns observadores apressados diagnosticavam. O povo do Rio de Janeiro, sabiamente, escolheu o seu lado – lado do bem. Tem demonstrado isso, seja por meio do Disque denúncia, seja pela exposição das “bandeiras” brancas nas portas, janelas, ou em manifestações organizadas. Os gestos que reivindicam paz estão disseminados por todos os cantos, de todas as formas: faixas, cartazes, mulheres grávidas com as barrigas pintadas – PAZ!
Indubitavelmente, é mais do que um apoio às forças armadas para que retirem o povo do jugo do poder dos narcotraficantes instalados nas favelas há muitos anos, ocupando, com a violência e o crime, espaços públicos negligenciados pelo Estado. Toda esta manifestação popular expressa a vontade de uma parte da população que há muito deseja ser incluída no planejamento do Estado do Rio de Janeiro e do Estado brasileiro.
Que fique claro, a ação das forças armadas do Rio de Janeiro é de alto relevo, de inquestionável importância, necessária e, até aqui, imprescindível. Entretanto, esta é apenas uma parte da ação, que se não for levada à última instância, todo o esforço e recursos despendidos, prejuízo causado a muitos cidadãos e as vidas ceifadas até aqui serão em vão.
Não basta retirar a bandidagem das favelas, é dever do Estado ocupá-las definitivamente. A segurança é um item dentre as demais ações de política pública que devem ser levadas à população das favelas. Esta é uma ação que tem que ser levada às últimas consequências, sobretudo, porque se trata de uma ação emblemática o seu resultado, sem sombras de dúvida, terá repercussão nos demais estados brasileiros, uma vez que, em todos, a violência e a ação do narcotráfico grassam.
Não nos causa estranheza o apoio incondicional do presidente da república ao governador Sérgio Cabral. Ele, o presidente Lula, sabe da importância para o país, que o Rio de Janeiro resolva o problema da violência. Repito, trata-se de um caso emblemático cujo resultado deverá repercutir sobre os demais estados. Por isso, é necessário que as autoridades competentes ajam com determinação e competência.
Definitivamente, a ação que se desenvolve agora no Rio de Janeiro é da conta de todo cidadão brasileiro. Por isso, deve ser assumida pelo estado, pelo empresariado e demais setores da sociedade civil. Chega de indiferença. Basta da falta de atitude, tipo “tô nem aí”. A violência que se instalou no Rio de Janeiro é parte dos nossos problemas, ou assumimos isto, ou estaremos fadados a ser atingidos novamente de ricochete pela desgraça atirada sobre as camadas populares instaladas nas favelas do Rio, nas palafitas, nos guetos em quaisquer partes deste país.
Então, que logrem êxito as forças armadas no Rio de Janeiro, que sejam instaladas as unidades de polícia pacificadora e, com elas, os serviços públicos necessários: postos de saúde, hospitais, saneamento básico, espaços culturais, praças, cinemas, teatros, centros de formação profissional, escolas, faculdades, urbanização planejada, entre outros serviços que façam as pessoas sentir orgulho de pertencerem ou residirem nesses lugares.
Que no futuro, sejamos poupados de assistir cena como aquela em que um bando de jovens ignorantes, inocentes úteis ao crime organizado, corram desesperadamente, sem rumo, ou ao encontro da própria morte. É necessário que nessa caminhada Estado e sociedade criem alternativas para que as pessoas se sintam assistidas e os jovens possam ter outras escolhas além da subserviência ao crime organizado como “mulas”, “aviões”, ou outras designações que possam ter os inocentes úteis que se submetem à criminalidade.Urge que esses espaços sejam transformados em centros de oportunidade, especialmente para os jovens, assim eles jamais serão presa fácil do crime organizado pelo narcotráfico. Que fique claro, esta ocasião é mais que oportuna – é única.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A educação e a cultura como sistema de aprendizagem
Um dia eu conversava com um colega de serviço em Tocantinópolis, externava a angústia de estar em um lugar onde eu não tinha acesso a eventos culturais, onde a única diversão que se tem acesso são os bares ou coisa similar. Naquela oportunidade eu dizia que sentia muita falta de cinema, teatro, música e outras expressões culturais.
Nunca esqueci a reação daquele colega. Ele virou-se para mim e disse:
- Compadre, eu não sinto falta de nada disso, não. Eu nunca tive acesso a essas coisas. Por isso, não sinto falta.
Eu sabia muito bem do que estava falando o meu colega e compadre. Calamos por um instante, cada um refletindo a sua maneira e depois enveredamos a conversa por outros rumos. Nunca me esqueci daquele momento, porque ali se fortaleceu, ainda mais, a minha convicção da necessidade que as pessoas têm de acesso à cultura.
Educação e cultura constituem assuntos que devem ser tratados no âmbito do planejamento e da administração pública com a mesma intensidade. São ingredientes de um mesmo prato – a formação humana. Devem, da mesma forma, ser acessados por todos os jovens, devem fazer parte da formação de todas as pessoas. Ter acesso a educação e a cultura é uma questão de exercício de direitos inalienáveis do ser humano. É uma questão de exercício de cidadania. Não ter acesso à cultura é também um fator que contribui para o analfabetismo, para a ignorância das pessoas.
Estamos num momento em que no Brasil muito se fala da necessidade de se fazer melhorias no sistema educacional e, muitas vezes, a educação é tratada como uma ferramenta auxiliar do desenvolvimento econômico. Neste caso, a educação é tratada de forma reducionista, ficando relegada ao papel da formação profissional, como meio de fornecer mão-de-obra qualificada aos diversos ramos da economia. Isto é um erro que eu tenho receio que vire moda e os governos se danem a fazer centros de formação profissional no Brasil, como se o ser humano fosse apenas mais uma ferramenta econômica e a sua educação se reduzisse à instrumentalização do capital.
Sinceramente, ando muito preocupado com isso. Esse modo de tratar a educação, no momento atual, está muito presente nos discursos políticos e, o pior, como se isso fosse a coisa mais importante a se fazer no sistema educacional brasileiro.
Se os governantes assim procederem, saibam, no futuro teremos ainda mais problemas no nosso sistema educacional. Não estou defendendo, com isso, que não é importante se pensar na profissionalização dos jovens e, muito menos, que não devam ser habilitados para o mercado de trabalho. Receio que se desvincule o processo educativo do processo cultural tão necessário ao desenvolvimento da capacidade intelectual das pessoas.
O fato de nos últimos seis anos eu ter residido em cidades do interior (no Estado do Tocantins e agora no estado do Maranhão) tem corroborado fortemente para o aumento da minha preocupação com a melhoria do sistema educacional e, de modo enfático, com a necessidade de incentivo aos jovens ao acesso à cultura. Cultura e Educação, enfatizo, devem ser tratadas da mesma forma no processo de formação dos jovens brasileiros. Nas cidades do interior isto é mais do que necessário.
Por que esta preocupação com a formação cultural das pessoas, principalmente, os jovens pobres e do interior? Por algumas razões muito simples: a) pela necessidade que temos de formar jovens que no processo educativo desenvolvam, de modo salutar, o senso crítico e a capacidade criativa; b) pela necessidade de oportunizar aos jovens conhecimentos básicos sobre a cultura do povo brasileiro e de outras civilizações nas suas diversas formas de manifestação – música, prosa, poesia, pintura, dança, teatro, cinema, folclore, arquitetura, escultura, fotografia, culinária, dentre outras; c) como uma forma de ocupar lacunas que os jovens têm preenchido de modo nocivo à sua integridade física, moral e intelectual com irreparáveis consequências sociais e, ainda em detrimento do seu próprio desenvolvimento cognitivo.
Lamentavelmente, em significativa maioria das cidades do interior brasileiro, não há centro culturais onde os jovens possam estudar música, dança, pintura, artes cênicas, entre outras. Há casos em que nem mesmo a prática de esporte é incentivada nas escolas públicas. De modo geral, as administrações municipais não têm demonstrado qualquer preocupação com o incentivo e a disseminação do estudo da cultura entre os jovens.
Em muitas cidades os administradores não se importam sequer com a construção de espaços coletivos onde as pessoas possam desfrutar do ar puro, do passeio; onde as crianças e os idosos possam se divertir de alguma forma. Onde jovens se encontrem para conversar, declamar poesia, apresentar peças teatrais, dançar, discutir ou debater sobre assuntos de seus interesses, ou simplesmente, assistir a um filme, um documentário, uma peça teatral, uma apresentação musical, uma exposição de pinturas ou de fotografias, ou ainda, protagonizar eventos artísticos quaisquer.
A cultura de um país não pode se reduzir a um ministério, meia dúzia de museus, bibliotecas e monumentos culturais. Ela deve ser tão sistemática quanto a educação, aliás, como disse anteriormente, as duas são ingredientes do mesmo prato. Assim como a educação compreende escolas com professores, e um sistema de difusão do ensino programático específico, a cultura também deve ter um sistema de difusão cultural, com professores e/ou artistas com formação específica para difundir o ensino da cultura brasileira em seus diversos modos de manifestação (música, pintura, fotografia, etc.).Assim, os jovens teriam outras opções de divertimento além das festinhas, micaretas e bares, para ser mais específico eu diria, além de bebidas, bebidas e drogas.
Obrigado por comentar.
Nunca esqueci a reação daquele colega. Ele virou-se para mim e disse:
- Compadre, eu não sinto falta de nada disso, não. Eu nunca tive acesso a essas coisas. Por isso, não sinto falta.
Eu sabia muito bem do que estava falando o meu colega e compadre. Calamos por um instante, cada um refletindo a sua maneira e depois enveredamos a conversa por outros rumos. Nunca me esqueci daquele momento, porque ali se fortaleceu, ainda mais, a minha convicção da necessidade que as pessoas têm de acesso à cultura.
Educação e cultura constituem assuntos que devem ser tratados no âmbito do planejamento e da administração pública com a mesma intensidade. São ingredientes de um mesmo prato – a formação humana. Devem, da mesma forma, ser acessados por todos os jovens, devem fazer parte da formação de todas as pessoas. Ter acesso a educação e a cultura é uma questão de exercício de direitos inalienáveis do ser humano. É uma questão de exercício de cidadania. Não ter acesso à cultura é também um fator que contribui para o analfabetismo, para a ignorância das pessoas.
Estamos num momento em que no Brasil muito se fala da necessidade de se fazer melhorias no sistema educacional e, muitas vezes, a educação é tratada como uma ferramenta auxiliar do desenvolvimento econômico. Neste caso, a educação é tratada de forma reducionista, ficando relegada ao papel da formação profissional, como meio de fornecer mão-de-obra qualificada aos diversos ramos da economia. Isto é um erro que eu tenho receio que vire moda e os governos se danem a fazer centros de formação profissional no Brasil, como se o ser humano fosse apenas mais uma ferramenta econômica e a sua educação se reduzisse à instrumentalização do capital.
Sinceramente, ando muito preocupado com isso. Esse modo de tratar a educação, no momento atual, está muito presente nos discursos políticos e, o pior, como se isso fosse a coisa mais importante a se fazer no sistema educacional brasileiro.
Se os governantes assim procederem, saibam, no futuro teremos ainda mais problemas no nosso sistema educacional. Não estou defendendo, com isso, que não é importante se pensar na profissionalização dos jovens e, muito menos, que não devam ser habilitados para o mercado de trabalho. Receio que se desvincule o processo educativo do processo cultural tão necessário ao desenvolvimento da capacidade intelectual das pessoas.
O fato de nos últimos seis anos eu ter residido em cidades do interior (no Estado do Tocantins e agora no estado do Maranhão) tem corroborado fortemente para o aumento da minha preocupação com a melhoria do sistema educacional e, de modo enfático, com a necessidade de incentivo aos jovens ao acesso à cultura. Cultura e Educação, enfatizo, devem ser tratadas da mesma forma no processo de formação dos jovens brasileiros. Nas cidades do interior isto é mais do que necessário.
Por que esta preocupação com a formação cultural das pessoas, principalmente, os jovens pobres e do interior? Por algumas razões muito simples: a) pela necessidade que temos de formar jovens que no processo educativo desenvolvam, de modo salutar, o senso crítico e a capacidade criativa; b) pela necessidade de oportunizar aos jovens conhecimentos básicos sobre a cultura do povo brasileiro e de outras civilizações nas suas diversas formas de manifestação – música, prosa, poesia, pintura, dança, teatro, cinema, folclore, arquitetura, escultura, fotografia, culinária, dentre outras; c) como uma forma de ocupar lacunas que os jovens têm preenchido de modo nocivo à sua integridade física, moral e intelectual com irreparáveis consequências sociais e, ainda em detrimento do seu próprio desenvolvimento cognitivo.
Lamentavelmente, em significativa maioria das cidades do interior brasileiro, não há centro culturais onde os jovens possam estudar música, dança, pintura, artes cênicas, entre outras. Há casos em que nem mesmo a prática de esporte é incentivada nas escolas públicas. De modo geral, as administrações municipais não têm demonstrado qualquer preocupação com o incentivo e a disseminação do estudo da cultura entre os jovens.
Em muitas cidades os administradores não se importam sequer com a construção de espaços coletivos onde as pessoas possam desfrutar do ar puro, do passeio; onde as crianças e os idosos possam se divertir de alguma forma. Onde jovens se encontrem para conversar, declamar poesia, apresentar peças teatrais, dançar, discutir ou debater sobre assuntos de seus interesses, ou simplesmente, assistir a um filme, um documentário, uma peça teatral, uma apresentação musical, uma exposição de pinturas ou de fotografias, ou ainda, protagonizar eventos artísticos quaisquer.
A cultura de um país não pode se reduzir a um ministério, meia dúzia de museus, bibliotecas e monumentos culturais. Ela deve ser tão sistemática quanto a educação, aliás, como disse anteriormente, as duas são ingredientes do mesmo prato. Assim como a educação compreende escolas com professores, e um sistema de difusão do ensino programático específico, a cultura também deve ter um sistema de difusão cultural, com professores e/ou artistas com formação específica para difundir o ensino da cultura brasileira em seus diversos modos de manifestação (música, pintura, fotografia, etc.).Assim, os jovens teriam outras opções de divertimento além das festinhas, micaretas e bares, para ser mais específico eu diria, além de bebidas, bebidas e drogas.
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