sábado, 19 de dezembro de 2015

Crônicas das pedaladas 1



Outro dia, lá na Rehabiliter Aqua Fitness, escola de natação da minha filha Joana, a professora Fabiana disse que me viu pedalando de luvas, capacete, outros equipamentos específicos do ciclismo e me perguntou como eu me sinto enquanto pedalo pelas estradas. Gostei do assunto e resolvi escrever sobre isso.
Há tempos pedalo fazendo crônicas sobre o que vejo e sinto nas estradas, mas não tenho passado as coisas que penso enquanto pedalo para o papel. Gosto da brisa quase fria de Pindaré Mirim, acho a estrada naturalmente bonita em alguns trechos e aprecio os últimos quinhentos metros antes de chegar à praça da rampa, onde fica o bar e restaurante flutuante. Não me canso de ver a linda chaminé do velho Engenho Central. Quando eu o avisto sinto uma inexplicável felicidade: a chaminé imponente, a arquitetura inglesa, uma parte viva da nossa História resistindo ao descaso político dos administradores daquele município.
Às vezes eu fico pensando: - em que lugar do mundo se deixaria uma parte tão importante da história de um povo se deteriorar no tempo de tal forma? O trato dado ao nosso velho Engenho Central é ruim tanto para a nossa memória histórica como para o município de Pindaré Mirim, que se o transformasse em museu estaria arrecadando algum recurso e, simultaneamente, atraindo muitos turistas para o município, o que poderia melhorar o desempenho comercial daquela cidade.
Voltando à estrada, gosto de cumprimentar as pessoas que caminham enquanto eu pedalo. Passo distribuindo bom dia para todas que encontro. Às pessoas que vão trabalhar de bicicleta o cumprimento é diferente – oi. Eles respondem oi também, mas de uma forma muito característica da região. Eu gosto disso. Uns até já falam comigo com certa intimidade, outros sorriem simpaticamente, mas o que eu não sabia era que algumas pessoas me identificam como um morador de Pindaré. Que legal!
Hoje, 19.12.2015, quando eu pedalava rumo ao município de Igarapé do Meio, um motoqueiro passou por mim, carregando uma pirâmide de bancos de madeira, acredito que levava mais de dez bancos, aos gritos ele dizia te conheço, te conheço, você é lá do Pindaré, falei que sim e o cumprimentei alegremente. Achei legal. Agora sou cidadão do Pindaré, título ganho na estrada – BR-316 nas imediações do lugar conhecido como Estaca Zero. Fiquei feliz, acredito que o título ajudou a fazer uma viagem feliz, fui e voltei com muito gás, pedalei 62,91 Km, fiz algumas paradas estratégicas para reidratação, fotografar a cidade e comer algumas barras de cereais. Gostei do resultado!

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