terça-feira, 9 de abril de 2013

Este artigo foi postado por solicitação e por solidariedade ao colega Antônio SORLANGE Freire, pai do Derick Freire.


Definitivamente, não à violência.
Quando na noite de quarta-feira, 3, o garoto Derick Freire saiu de casa para o curso de Tecnologia da Construção de Edifícios que ele faz no Instituto Federal do Maranhão - Ifma de Santa Inês, jamais pensou que seria vítima de tamanha brutalidade. E o pior, sem qualquer motivo que ele fosse cônscio. Quando o pai do Derick recebeu o seu telefonema pedindo que fosse buscá-lo na faculdade, de pronto ele pensou que o seu filho não teria conseguido carona pra voltar pra casa, e disse-lhe:  - espere que eu vou mandar o seu irmão lhe buscar. Foi então que ele, o pai, ouviu uma voz que expressava mais que a vontade de retornar ao lar, um gemido de dor, humilhação, vergonha e tudo mais que um ser humano pode sentir quando submetido a um ato de violência cuja causa desconhece: - pai venha o senhor mesmo, eu fui agredido.
- Como? Perguntou o pai atônito. – Eu fui agredido, respondeu Derick como um gemido de dor.
Daí então o desespero tomou conta da família Freire. Derick Freire é um garoto calmo, tímido, educado, de fino trato com seus familiares e amigos. Nunca se meteu em brigas ou confusões na rua, ou na escola. Estudioso, passou recentemente num concurso público que fez. Por que logo ele teria sido agredido?
Pai e irmãos de Derick chegaram ao Ifma transtornados e tomaram conhecimento que o garoto foi agredido por um ex-marido de uma colega sua de classe, que abdicara do casamento cansada de ser tratada a chutes, bofetões e outras agressões físicas e morais. O marido, inconformado por ser preterido pela ex-mulher passou a segui-la insanamente. Ela e o colega agredido costumavam pegar carona com uma amiga que reside no bairro São Benedito e os deixavam nas suas respectivas casas. Daí, erroneamente, o agressor pensou que o estudante foi a pessoa responsável pela ruptura da sua relação conjugal.
É drasticamente irônico alguém que costumeiramente agride a mulher com tanta violência e covardia, achar que uma terceira pessoa é responsável pelo fim do seu casamento. Pior que tudo isso, foi o modo covarde como o Derick foi agredido, sem saber sequer do que se tratava.
Derick recebeu um soco, caiu e viu seu algoz voar sobre si batendo e dizendo que aquilo era para ele não acabar mais com casamento de ninguém. E o garoto, coitado, inocentemente, sem compreender nada naquele momento, perguntava ao agressor: - qual casamento? qual casamento? Logo em seguida, o agressor se voltou para a ex-esposa e a espancou muito e, tal como fez com o Derick, covardemente. O pior de tudo, toda essa violência insana deu-se no âmbito do Ifma, ou seja, de um estabelecimento federal de ensino, sem qualquer cerimônia por parte do agressor.
A família Freire, como descendente de homens livres e de bons costumes, sempre integrada a movimentos sociais voltados ao combate à ignorância, à brutalidade, aos vícios; em favor da paz, da filantropia, da união dos povos de todas as raças e credos, não poderia deixar de repudiar todo e qualquer ato que tente contra a integridade física ou moral da pessoa humana e, assim, como um grito de dor pela agressão sofrida, dizer: definitivamente, não à violência.
Acreditamos que as autoridades constituídas deste município, do estado e do país canalizarão o caso, com fulcro nos dispositivos legais vigentes, para o caminho da justiça, a fim de que o agressor não fique impune e a paz volte a reinar com a abundância de sempre no seio da família e da sociedade santainesense.

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